terça-feira, 23 de março de 2010

A seleção de Vinicius...

Momento Vinicius de Moraes... pedaços, trechos, diálogos, compreensões, divagações... por um pouco de poesia no dia e para a dose necessária de nostalgia...


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Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.

Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes


Tomara que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinícius de Moraes


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Vinícius de Moraes

segunda-feira, 22 de março de 2010

diálogos de uma manhã nublada

... com uma grande amiga.... sobre as surpresas boas que a vida nos apresenta, sobre como estar aberta ao novo ... sobre como e quando decidi ser feliz.. e principalmente sobre como estar disposta a se entregar fez toda a diferença!!


O que é o novo nisso tudo? É parar de usar o conhecido como desculpa para permanecer pequeno e só. É arriscar novas atitudes, é apostar alto, é estar aberta para receber as surpresas da vida. Mesmo morrendo de medo de se machucar.. chega uma hora em que precisamos acreditar no outro e em si mesmo (..)

Ser feliz é uma escolha e decisão individual. Partilhar essa felicidade com a outra pessoa é uma forma de fazer a vida ter algum sentido (...)

Precisamos saber o que somos para poder partilhar com o outro. Respeitando nossas falhas e faltas, reconhecendo nossas carências, acalentando nossos talentos e dons, resguardando nosso crescimento, desenvolvemos a sensibilidade para enxergar o outro, se entregar de forma plena, por um simples querer. Simplesmente por querer andar lado a lado, caminhar até final junto (...)

E só então se torna possível permanecer alerta e apaixonado em qualquer relação e situação, com uma entrega plena, quando isso é feito de dentro pra fora (...)

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Nietzsche e eu

“Não ouse roubar minha solidão se não fores capaz de me fazer real compania.” Isso é Nietzsche, meu bem.

Atemporal e real o tal filósofo alemão. É bem verdade que eu cultivo uma predisposição irremediável pelo isolamento. Gosto de ser e de ficar sozinha. E as vezes se não me puxam, sou capaz de ficar dias sem dar notícias. Mas isso não quer dizer que eu seja uma pessoa solitária, de forma nenhuma, tenho horror à solidão nesse sentido melancólico e bucólico.

O fato é que eu prefiro muitas vezes estar sozinha. Repare: isso é uma opção.

E também é verdade que eu não sou uma pessoa solitária, muito pelo contrário, tenho alguns poucos amigos e amigas pelos quais não valeria a pena viver sem. Tenho meu trabalho, que é meu companheiro de emoções, rompantes, superações. Tenho minha família o que já me rende uma compania forçada (e cômica). Tenho meus bichos, que sempre estão lá para me mostrar que eu sou importante, pelo menos pra eles. Tenho meu passaporte, que me dá o direito de pegar um avião para qualquer lugar do mundo, que é realmente o tipo de liberdade que mais faz valer a pena o fato de ser sozinha.

Então, por tudo isso, a minha solidão é um camafeu muito bem cuidado e guardado. É um tesouro que eu não troco por qualquer coisa, mas abro mão, dependendo da sua proposta.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Diálogos de uma manhã!

Trechos de mais uma conversa sem pontos finais.

(...)

Cate: O importante mesmo é a gente não passar mais um feriado trancafiadas em Blumenau. É um absurdo que a gente more tão perto de lugares que o povo paga uma fortuna pra visitar e não de valor né? É a mesma coisa que morar em Búzios e nunca ter ido na praia kakakaka

Eu: E eu concordo contigo... a gente mora em um lugar abençoado, e trabalhamos muito, o mínimo que nós devemos fazer em agradecimento à vida, é aproveita-la, em sua plenitude e isso inclui não passar feriados em casa.

Cate: kakakaka morri de rir!! É... aproveita-la, em sua plenitude e isso inclui não passar feriados em casa.

Eu: É isso mesmo amiga... a gente tem que agradecer a vida que a gente tem, o lugar que moramos, a família que temos, as oportunidades que a gente sabe criar como ninguém.

E a vida, com todas as suas complexidades e de certa forma, com todas as suas incoerências, é linda. A nossa pelo menos é.

Claro que as vezes e por motivos óbvios, eu as vezes acho que a vida é um acaso até estúpido, que deve ter alguém lá em cima rindo da gente, brincando com a gente como se fossemos peças e simulando encontros, desencontros e situações só pra ver como a gente reage. As vezes eu penso isso.

Mas Cate, olha bem a nossa volta. Será que dá pra não ser feliz?

(…)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu queria..

Queria que a minha tarde terminasse hoje em Búzios e que eu chegasse para o por do sol.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Estar Sozinha

Bem, desde que meu ultimo relacionamento terminou, eu tenho ouvidos vários conselhos, dos mais absurdos até os mais sensatos. Não que eu precisasse ou que isso fosse mudar alguma coisa, mas é que as pessoas sentem a necessidade de falar algo e eu respeito, acabo ouvindo.

De tudo que ouvi, eu tentei formar uma opinião. Na verdade, não a minha opinião, porque essa eu já tenho, mas uma opinião sobre tudo que me falaram, o que é bem diferente.

O que eu acho mesmo é que essa história de metade da laranja, tampa da panela é ilusório. Uma teoria que pressupõe que precisamos ser uma “metade” e então achar outra “metade” para só então existir uma relação não pode estar correta.

Não acredito nisso, não acredito em meias pessoas, em metades, em entregas parciais. Não acredito em relações que pressupõem a necessidade de dependência de uma outra metade para existir.

Eu acredito em relações inteiras, em pessoas inteiras, em pessoas que se complementam, em desejo e não em dependência. Eu quero estar com alguém mas sem precisar dela, alias, não quero precisar de ninguém. E também não quero pessoas fracionadas na minha vida.

Isso não quer dizer que eu não sinta falta de alguém, que não tenha meus surtos por estar sozinha, mas nós que vivemos em uma era de individualidade, temos que cada vez mais compreender que para sermos feliz com outra pessoa, precisamos não precisar dela (licença poética), precisamos nos auto suportar, nos bastar, ser suficientes. É a mágica de encontrar as respostas em você e não em outra pessoa.

Precisamos entender que ter alguém é tão bom quanto estar sozinho. É só uma questão de se encontrar ou se desencontrar.

É justamente essa falta de dependência que eu acho que precisa juntar as pessoas, mas juntar duas pessoas inteiras e não duas metades.

É isso que eu quero pra mim e é isso que eu espero dar pra voce.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Trechos de uma conversa cheia de reticências...

(...) O mundo é plano, meu querido... eu sinceramente não acredito em distâncias. Não acredito em barreiras, fronteiras. Acho fantástico que nós, sobreviventes da pós modernidade podemos nos deslocar a qualquer momento para qualquer lugar do mundo em um tempo relativamente curto... e quem sabe, chegar para o jantar.

E nesse mundo, que não é mais redondo, mas sim plano, as pessoas não giram em círculos, muito pelo contrário, as pessoas se esbarram, sempre, seja indo ou voltando nessa estrada reta. As pessoas estão toda hora se (re)encontrando, acho que é só uma questão de timing, de perceber isso (...)