Bem, desde que meu ultimo relacionamento terminou, eu tenho ouvidos vários conselhos, dos mais absurdos até os mais sensatos. Não que eu precisasse ou que isso fosse mudar alguma coisa, mas é que as pessoas sentem a necessidade de falar algo e eu respeito, acabo ouvindo.
De tudo que ouvi, eu tentei formar uma opinião. Na verdade, não a minha opinião, porque essa eu já tenho, mas uma opinião sobre tudo que me falaram, o que é bem diferente.
O que eu acho mesmo é que essa história de metade da laranja, tampa da panela é ilusório. Uma teoria que pressupõe que precisamos ser uma “metade” e então achar outra “metade” para só então existir uma relação não pode estar correta.
Não acredito nisso, não acredito em meias pessoas, em metades, em entregas parciais. Não acredito em relações que pressupõem a necessidade de dependência de uma outra metade para existir.
Eu acredito em relações inteiras, em pessoas inteiras, em pessoas que se complementam, em desejo e não em dependência. Eu quero estar com alguém mas sem precisar dela, alias, não quero precisar de ninguém. E também não quero pessoas fracionadas na minha vida.
Isso não quer dizer que eu não sinta falta de alguém, que não tenha meus surtos por estar sozinha, mas nós que vivemos em uma era de individualidade, temos que cada vez mais compreender que para sermos feliz com outra pessoa, precisamos não precisar dela (licença poética), precisamos nos auto suportar, nos bastar, ser suficientes. É a mágica de encontrar as respostas em você e não em outra pessoa.
Precisamos entender que ter alguém é tão bom quanto estar sozinho. É só uma questão de se encontrar ou se desencontrar.
É justamente essa falta de dependência que eu acho que precisa juntar as pessoas, mas juntar duas pessoas inteiras e não duas metades.
É isso que eu quero pra mim e é isso que eu espero dar pra voce.
Tudo junto
Há 2 meses